Oi geeente!
Outro dia fiquei reparando em um grupo de jovens mulheres, que na mesa ao lado, de posse de seus smartphones, verificavam a atualização de suas redes sociais. Não sou curiosa (mentira!!!), mas não tinha como não ouvir o que elas falavam.
Uma delas ampliou na tela uma foto de uma mulher muito bonita aqui da cidade (pelo menos eu acho!), em um ângulo que não a favorecia.
Parecendo comemorar uma final de Copa do Mundo, as amigas afirmavam:
- Eu sempre achei ela feia!
- Olha, nem as plásticas salvam!
- Só é bonita com photoshop!
- Está velha, já era!
E por aí foi...
A pobre criatura, alvo dos comentários, deveria estar com os ouvidos chiando e com as orelhas vermelhas, diante de uma verdadeira “malhação de Judas”, que se dava entre as minhas vizinhas de mesa.
Fiquei pensando em quantas vezes todos nós, em casa, somos vítimas dos comentários nas mesas de restaurantes, bares, nos passeios entre amigos. E em quantas já foram as vítimas de nossas próprias línguas.
Fofocar, comparar, comentar é natural do ser humano, e em maior ou menor grau, todos nós falamos dos outros. Às vezes nem nos damos conta.
Mas não foi isso que me fez refletir. O que me despertou interesse foi a satisfação das moças em exaltar os defeitos da outra, sem reconhecer sequer uma qualidade.
Todos temos nosso melhor e nosso pior ângulo. E não falo apenas das fotos.
Assim como nas imagens que podemos ver nas redes sociais, em que estamos maravilhosos, também temos comportamentos que demonstram o nosso melhor. E vice-versa.
Sinceramente, observando os comentários, não achei a mulher da foto mais bela, ou mais feia, por causa de um ângulo infeliz. Mas achei as “juradas” do concurso de beleza, que apontavam SÓ os defeitos da outra, mulheres extremamente amargas, e com o ‘recalcômetro’ batendo no vermelho.
Há pessoas (aliás, há muitas pessoas) que só conseguem ver o que há de feio, de errado, de defeituoso nos outros. Têm extrema dificuldade em enxergar o lado belo, positivo, e de suas bocas, quase nunca (ou nunca) saem elogios a terceiros.
É o tipo de gente que tem uma solução mágica para todos os problemas da humanidade, menos para os seus.
É aquela pessoa, que para parecer sábia, chama o colega de burro. Para parecer forte, desdenha do medo do amigo. Para parecer bela, ri da feiura da rival.
Como resumo dessa ópera: pedi meu suco, e senti pena de ver mulheres jovens e belas, com atitudes tão mesquinhas.
No final das contas, as feias eram elas. E não há photoshop para a feiura da alma.
Beijo, meus amores!
PS: Procure ver o lado belo de todas as coisas. Essa é a melhor receita de beleza pessoal que há!
É difícil... reconhecer beleza (ou qualidades) na concorrência! Guaporé é uma cidade com mulheres muito bonitas, estilosas, competentes, empreendedoras e acima de tudo competitivas. Mas as mulheres que se garantem, sabem reconhecer também as qualidades das rivais! Isso se chama segurança, autoestima e inteligência.
Devaneios tolos... a me torturar.
sábado, 26 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Você causa inveja, ou pena?
Oi geeente!
“Beijinho no ombro pro
recalque passar longe. Beijinho no ombro para as invejosas de plantão”.
Eis que mais uma mulher-bunda, dessa vez a Valeska Popozuda,
ganha fama internacional, com essa rebuscada letra, que caiu no gosto popular.
Outro dia, fazendo minha filha dormir, me peguei cantando com
voz infantil esse tema tão curioso: a inveja dos outros sobre nossa pessoa.
Será que somos tão maravilhosas? Será que somos tão lindas,
tão descoladas, tão bem vestidas, tão desejadas, tão, tão, tão, para
despertarmos TANTA inveja assim?
Ah vá, com algumas raras exceções, as pessoas sequer lembram
de nossa existência. Não nos perseguem, não nos copiam, não nos invejam tanto
quanto imaginamos. Nossas ‘inimigas’ sequer existem além da nossa imaginação.
O que mais vemos são menininhas com muita maquiagem, pouca
roupa, e pouca intelectualidade, beijando no ombro como se a Valeska Popozuda
representasse uma grande maioria perseguida por outras mulheres recalcadas e
invejosas.
Essas criaturas que entram em uma festa e acham que estão
causando com seus saltos de 20 centímetros, com seus tops usados como vestidos e
com suas danças vulgares que parecem um ataque epilético, realmente causam.
Causam vergonha.
Não somos o centro do mundo. Enquanto estamos perdendo nosso
tempo postando ‘indiretas’ no face, as pessoas realmente felizes, e com a
cabeça ocupada com algo útil para fazer, estão tocando suas vidas, sem
interesse algum pela vida dos outros.
Precisamos parar de achar que com nossa ‘beleza’, ‘estilo’ e
‘talento’, somos o sol, e que os outros apenas orbitam ao nosso redor, sem ter
nossa luz!
Tudo certo, se a autoestima dessas meninas se elevar, e isso
as estimular a fazer algo a mais na vida, além de se preocuparem com as
invejosas de plantão.
Mas de maneira geral, isso não acontece.
O que mais vemos por aí são mulheres já criadas, maduras e
infelizes que culpam sempre terceiros por seus fracassos.
‘Falam mal de mim por
inveja’.
‘Não tenho amigas
porque as mulheres são recalcadas e não suportam meu brilho’.
‘Odeio essa cidade,
todos cuidam da minha vida’.
‘Ela não sossegou até
conseguir roubar meu namorado. Na verdade, ela quer ter o que eu tenho’.
Queridos e queridas, é claro que isso existe de verdade. Mas
em menor proporção do que imaginamos.
Pessoas que se sentem perseguidas, invejadas, caluniadas,
copiadas, 24 horas por dia, ou são a Angelina Jolie e são casadas com o Brad
Pitt, ou não conseguem perceber que o mundo é bem maior que seus umbigos.
Se as pessoas falam muito, é porque algum motivo nós damos para
isso. Se as pessoas se afastam totalmente, é porque nossa companhia se tornou
um fardo pesado demais. Se não nos sentimos bem em nenhum lugar, é porque não
estamos bem dentro de nós mesmos.
Não adianta chamar o Bonde das Poderosas. Não adianta colocar
a culpa no outro.
Precisamos perceber que não somos o gás da Coca Cola. Isso
nos faz crescer e nos poupa de situações ridículas.
Precisamos de humildade para reconhecer os casos onde a
inveja só existe dentro da nossa cabeça.
Para todos os outros casos, aí sim:
Beijinho no ombro!
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O Deus que há em você
Oi geeeente!
Uma conhecida minha disse que não acredita em Deus.
Não acredita em Deus, mas recolhe animais das ruas. Dá
carinho, atenção, amor, comida, abrigo.
Não acredita em Deus, mas pratica o bem.
Eu disse a ela, que ela até pode discordar da ideia cristã de
Deus no céu, mas não pode negar o Deus que existe dentro dela.
Deus é energia. Energia boa que move o mundo. Que nos salva
do caos completo.
Como não crer no sagrado, ao olhar nossos filhos nos olhos?
Como discordar quando observamos a perfeição de um pôr do
sol, de um arco-íris, de uma estrela cadente?
Como não ver Deus no amor que une os casais?
Como duvidar, diante das maravilhas do Universo?
Eu respeito todos os deuses. Quem crê no sol, na mãe
natureza, em Alá, Jeová, Oxalá. Mas não respeito o fanatismo.
Os fanáticos matam em nome de Deus, e também em Seu nome,
promovem guerras.
Também não simpatizo com aqueles que negam tudo de forma
irredutível, e que, são fanáticos ao contrário.
Geram discórdia por não respeitarem o direito de crença de
cada um.
Aliás, Deus é respeito. Deus é compaixão. Deus é
solidariedade.
Deus é a energia gerada por todas as pessoas que promovem
bondade. Deus é liberdade, livre arbítrio, estar entre as trevas, e escolher a
luz.
Somos, cada um de nós, deuses. Geramos a vida em nosso ventre,
e temos o poder de tornar o mundo melhor.
Deus está na fé daquele que crê sem ver. Naquele cuja
confiança no impossível, torna o sonho possível.
Deus está no mistério daquilo que não vemos, mas sentimos.
Naquilo que não podemos provar,mas que nosso coração jura que
existe.
Deus pode não ser o estereotipo explicado pelas religiões,
mas que há algo de divino no mundo, isso ninguém pode negar.
Deus está na esperança que nos faz seguir em frente diante de
tantos obstáculos da vida.
Deus está na lágrima de adeus e no desejo íntimo do
reencontro, mesmo que seja em outra vida.
Deus está na fé, que torna o pequeno gigante. Deus está nos
olhos de quem vê em cada amanhecer, um novo milagre.
Deus está em toda a beleza. Na superação. No perdão. Na
redenção.
No abraço. No beijo. Na amizade.
Essa força invisível, que podemos denominar Deus, se mostra
em tudo que há de divino no mundo.
Portanto, você pode não acreditar em Deus.
Mas jamais duvide d’Ele.
Beijo, meus amores.
segunda-feira, 31 de março de 2014
O estuprador nunca é inocente
Oi geeente!
Correndo os olhos pelos sites de notícias, uma imagem
imediatamente chamou minha atenção. Era uma reportagem, de um jornal, sobre uma
mulher que havia sido estuprada. Antes de ler a notícia, a foto me deixou
perplexa. Mostrava uma mulher e uma criança, caídas no chão, na beira da
estrada, agarradas uma a outra. A mãe, com as calças nos tornozelos, e a menina
com a face machucada, nos braços da mulher.
Quando li a notícia, meu estômago revirou, meus olhos se
encheram de lágrimas. Ela havia sido perseguida, estuprada e espancada, na
frente da filhinha, de dois anos. A menina também havia sido espancada e seu
rostinho tinha as marcas dessa violência. A mãe, em coma, foi encaminhada para
uma UTI e estava em estado grave, e a menina estava desacordada e ainda não
tinham informações de seu estado de saúde.
Não sei o que aconteceu com elas. Não sei quem eram. Não sei
se ficaram bem (Aliás, é possível ficar
bem depois de um trauma como esse?). Só sei que nenhuma mulher no mundo, de
prostituta a santa, merece ser violentada, espancada, humilhada, maltratada.
Sexo deve ser feito com amor. Ou, pelo menos, com desejo.
Desejo de ambos. Quando um não quer, o sexo não pode e não deve ocorrer. Uma
mulher tem direito de desistir até mesmo na hora H. Ela precisa ser respeitada.
Seu corpo é seu santuário. Não deve ser violado.
Durante todos esses anos em que trabalho na imprensa local,
um fato me marcou, aqui em Guaporé. Uma idosa que teve a casa (no interior)
invadida por um criminoso. Ela foi violentada, agredida com brutalidade e
morta. Sua casa foi incendiada. Toda a vez que eu passava pela ERS 129, olhava
para aquela casinha, cujas paredes tinham marcas negras deixadas pelo fogo. Meu
coração se entristecia e eu rezava para aquela vovó.
O monstro que fez isso com ela foi identificado e preso, mas
a vida dela, ninguém trouxe de volta. Ninguém conseguiu consolar sua família,
muito menos entender como um ser humano é capaz de tamanha maldade. Aliás, um
estuprador não pode ser chamado de ser humano, muito menos de animal
(estaríamos ofendendo os animais).
Um estuprador é uma aberração, um criminoso perigoso, um
doente, alguém que precisa ficar longe da sociedade. Ele representa um perigo
para crianças, meninas, mulheres, enfim, um perigo para todos.
Um estuprador não escolhe suas vítimas pela cor da moda, não
quer saber se ela usa minissaia ou burqa, não quer saber se tem uma criança
pequena nos braços.
Ele ataca, fere, violenta, ele deixa marcas eternas e
profundas em suas vítimas.
Um estuprador é um bandido, um criminoso, uma pessoa com uma
conduta injustificável.
Ele nunca é inocente. Nunca.
E então, surge a pesquisa do IPEA, que diz que 65,1% dos
entrevistados concordam com a frase "Mulheres
que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
Para explicar este absurdo, os estudiosos dizem que o
problema é o machismo que impera na sociedade.
Pois eu digo, o problema não é o machismo. O problema é a
IGNORÂNCIA.
Será que essas pessoas sabem o que é um estupro? Será que
sabem que suas irmãs, suas mães, suas filhas, estão à mercê de um estuprador,
que anda por aí, misturado a pessoas normais?
Claro que não sabem. São ignorantes com I maiúsculo.
Para estes entrevistados, com tamanho grau de burrice, eu
peço:
- Perdoai-os Senhor. Eles definitivamente não sabem o que
dizem.
Beijos, meus amores.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Quando a luz dos olhos teus...
Oi geeente!
Quando a Olívia nasceu, uma névoa encobria seus olhinhos.
Dizem que bebês recém-nascidos não enxergam direito, que aos poucos, passam a
ver com mais clareza e definição.
Os olhos dela, antes escuros como duas jabuticabas, foram
clareando também. Não sei definir a cor que eles têm. São esverdeados, e até
azulados, quando de frente para a luz.
Mas a cor dos olhos não importa diante do que realmente chama
atenção: o brilho.
Tudo pra ela é novidade. Está na divertida fase de descobrir
para que servem as mãozinhas. Estica seus bracinhos, tenta tocar nos objetos,
toda descoordenada, mas sempre otimista.
Às vezes sento com ela na sacada, só para observar. Ela chega
a perder o fôlego quando passa o vento. Dá gritinhos quando algo chama sua
atenção, e acompanha com olhinhos atentos, as folhas que balançam, as nuvens
que passam no céu, o cachorrinho que atravessa a rua, as pessoas que caminham
apressadas.
Tudo para ela é diversão.
E quando está cansada do cenário, ou da brincadeira, não
pensa duas vezes em abrir o berro, chorando sentida, pedindo que alguém invente
algo mais divertido, para que possa aproveitar o tempo da forma mais intensa
possível.
Ela é clara como a água cristalina. Se gosta sorri, se não
gosta, faz birra, reclama e chora.
Não finge, não inventa desculpas, não dissimula.
Claro que para vivermos na selva de pedra da sociedade atual,
precisamos aprender a atuar. Não declaramos abertamente nossas intenções e
sentimentos.
Imagine se chorássemos ou gargalhássemos nas mais delicadas
situações.
Mas tem uma coisa que jamais deveríamos perder, disfarçar ou
esconder: o que faz nosso coração vibrar.
E o reflexo do coração são nossos olhos. Eles brilham sempre
que algo desperta nossa atenção.
Os olhinhos da minha bebê falam por ela. Dispensam palavras.
São curiosos, divertidos, atentos e rápidos.
Ela sorri com os olhos.
Ela encanta com o olhar.
Ela nos faz apaixonar toda a vez que aquelas duas bolinhas
brilham felizes.
Ela espalha felicidade através do olhar de anjo, de criança,
que ingênua descobre o mundo. Seus olhos são o espelho de sua alma.
E os nossos, que mensagem transmitem?
Quando perdemos a alegria, nossos olhos se apagam.
Ficam opacos. Sorrimos vazio, sem luz. Não nos iluminamos
mais.
Que passem os dias, que venham os meses, que passem os
anos...
Mas que nada, nem ninguém, consiga apagar a nossa luz.
Porque não morremos quando fechamos os olhos.
Morremos quando perdemos o brilho no olhar.
Beijo, meus amores!
quinta-feira, 13 de março de 2014
As filhas da mãe
Oi geeente!
Eu sou uma
filha da mãe.
Filha da mãe
de carteirinha.
Uma filha da
mãe incorrigível.
Sou daquelas
que viaja para o outro lado do mundo, e em cada restaurante que passa, sente
saudades do tempero de casa.
Daquelas
que, no mais leve resfriado, corre para farmácia caseira da mãe, em busca de um
chá milagroso, ou de um carinho, que passa.
Sou do tipo
que acredita que mãe tem solução pra tudo!
( E não tem?)
Minha mãe
não tem o direito de ficar doente, nem de viajar sozinha.
Porque, se
ficar doente, se demorar pra voltar pra casa, se viajar (!!!!), o mundo fica de
pernas pro ar, a Terra começa a girar ao contrário no Sistema Solar.
Não entendo
filho que não admira a mãe. Filho que fica anos sem falar com ela. Ou que
discorda de tudo que ela faz.
Não posso
admitir um filho que não ame e respeite a mãe que tem.
É que no meu
mundo perfeito, mãe é colo, calor, aconchego, paciência, morada.
Todas as
mães do mundo deveriam ser como a mãe que eu tenho.
Ela é
psicóloga, médica, enfermeira, conselheira, chef de cozinha, juíza e advogada.
Ela é o sol
e nós, os planetas.
Não importa
se adotiva, se nova, se velha, se bela, se branca, preta, amarela. É o pilar
que sustenta uma família.
Sei que meus
parâmetros podem estar equivocados, e que há muitas mães por aí que não amam
seus filhos, e muitos filhos que não amam suas mães.
Talvez resida
nisso, a raiz do mal do mundo, uma natureza do lado avesso, onde o ventre não
foi um ninho, onde o cordão umbilical não foi um elo de carinho.
Talvez, dos
filhos sem mães, das mães sem filhos, tenha se originado a tristeza. Porque,
onde há uma mãe de verdade, há sem dúvidas, felicidade.
Sei que a
psicologia manda criarmos asas, sei que é preciso desprender laços, ter vida
própria, libertar-se.
Mas nós,
filhos da mãe, sabemos que por maiores que sejam as asas que nos fazem voar,
são as raízes que nos sustentam, na base de nossa existência, no local que
chamamos de lar.
Eu sou uma
filha da mãe de nascença, e minha mãe não tem o direito de ficar velha (ela
sempre será jovem de ideias), muito menos de morrer!!
Já que me
criou assim, tão dependente dela, que aguente agora minha condição. Sou filha
da mãe, e não abro mão.
Só espero
seguir o exemplo dela, ser tão amada e respeitada, ser tão forte e ter um
coração tão grande.
Sou uma filha
da mãe confessa, e espero que, um dia, eu mereça que minha filha também seja!
Beijo, meus amores!
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