Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Anjos sem asas



Oi geeente!

Ao longo da minha vida, contei com a ajuda de muitos anjos, para superar dificuldades. Anjos sem asas, que me deram a mão, que me abriram uma porta, que me deram afeto, e atenção. Cada tombo foi uma aprendizagem, e toda a vez que levantei, não levantei sozinha.
Não sou do tipo que se vira pra tudo, independente e decidida. Sou muito melhor, quando sou dois. Em casa, no trabalho, em qualquer lugar, sempre que é possível, divido experiências com anjos amigos, anjos família, anjos colegas, e até mesmo, os anjos bichos, meus animais de estimação.
Falo sobre isso, porque num domingo desses, li uma coluna da Martha Medeiros, sobre os anjos que nos guardam, aqui na Terra. Sempre aparece alguém, mesmo que um estranho, para resolver uma situação, acender uma luz, dar uma oportunidade. Já repararam?
Há anjos de tamanha grandeza, que literalmente, só lhe faltam as asas. Quantas vezes, emocionados, assistimos heróis de verdade, salvando vítimas de catástrofes, retirando pessoas de escombros, enfrentando fogo, bandidos, enfrentado todos os perigos, para salvar o próximo.
 Não são parentes, não são amigos. São pessoas. Expostas ao perigo, praticamente nuas em suas fragilidades. Ameaçadas, machucadas, feridas, que precisam, dependem, de outros para serem salvos, resgatados, para saírem vivos!
Lembram do caso do cão, que ficou ao lado do dono, preso a escombros depois do Tsunami no Japão, por dias, e que alertou os bombeiros de que ainda havia vida debaixo daquela montanha de pedras e argamassa? Da dentista, queimada viva, porque só tinha 30 reais na conta bancária, mas que atendia pessoas carentes, e aceitava como pagamento, o que o paciente podia dar?
Há seres, humanos ou não, que nos surpreendem a cada momento. Até mesmo a lambida do seu cão, quando você chega em casa após um dia terrível, traz alento imediato. Há anjos em toda a parte.

Mas e nós?

Esse é o ponto que quero chegar. Não precisamos de grandes feitos, para sermos anjos de alguém. E ainda assim, quantas vezes o somos?
Eu posso fazer uma lista gigantesca de anjos na minha vida.
Mas e eu, será que já fui o anjo de alguém?

Beijos meus amores!
Obs: Anjos não tem sexo, cor, raça, nem mesmo precisam ser humanos. A bondade existe em todos os seres. Olhem a imagem, abaixo, e como eu, emocionem-se!
Quando Lily era apenas um filhote, perdeu a visão devido uma rara doença. As perspectivas de vida para Lily, após a remoção de seus olhos, não eram muito boas. Felizmente, Lily conheceu uma companheira, chamada Maddison que acabou se tornando seus olhos e ajudou em seu desenvolvimento por toda a vida. Para onde Lily ia, Maddison acompanhava guiando através de toques com a cabeça a direção que deveria andar. A imagem, símbolo da amizade e companheirismo, ficou conhecida em 2011, tocando profundamente o sentimento de quem valoriza os anjos que tem na vida!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia...

Oi geeeente!


Minhas calças não me servem mais. Tampouco os shortinhos. As saias, então, nem com reza braba. Nos últimos 15 anos, não lembro de ter mudado o tamanho das roupas. Calças que usava há uma década, ainda me serviam. Sempre tive esse corpo. (Tirando os 300ml de silicone, que de ovo frito, me transformaram em uma mulher de peito).

Me olho no espelho e custo a me reconhecer. Não estou aqui me lamuriando, entendam minha linha de raciocínio: transformações bruscas, são as mais complicadas.

Nos acostumamos com nossa imagem. Se somos gordinhos, baixinhos, magros, altos, nossas características físicas também falam sobre nós. Antes de alguém realmente conhecer quem somos, primeiro conhece como somos.

Estou vivendo um belíssimo (e nem sempre fácil) processo de metamorfose e aprendizado. Uma reviravolta de 360 graus, que começou no corpo e vai chegando à mente.

Revendo conceitos, valores, aprendendo a conviver com novas formas, com um novo jeito de me enxergar. Minha vida nunca mais será a mesma.

Em nove meses, vou estar igual à Dona Redonda, de Saramandaia, carregando um enorme barrigão, talvez algumas celulites novas e estrias. Mas com um cérebro mais oxigenado.

Estou convicta de que uma vida sem grandes transformações, é uma vida sem graça. Que cabe eternamente no número 36 das calças jeans. Que nunca transbordou. Decisões que transformam profundamente, exigem coragem. E há muita covardia por aí.

Falo isso porque vejo muitas pessoas que nascem e morrem semente de pipoca. Nunca enfrentam nenhum teste de fogo, e nunca estouram.

Se eu me enxergo igual há pelo menos 15 anos, há pessoas aqui que são exatamente iguais há 70 anos. E não vão mudar nunca.

Executam meticulosamente as mesmas coisas, todos os dias. Sentam nos mesmos bares, pedem as mesmas coisas ao garçom. Criticam sempre as mesmas pessoas. Usam sempre as mesmas roupas. Cortam o cabelo sempre no mesmo salão.

Não gostam de mudanças, têm medo do novo. E mesmo que o sol se ponha 365 vezes no ano, parece que estão vivendo sempre no mesmo dia.

Fazem parte do mesmo grupo político. Da mesma entidade social. Nunca mudam de amigos. Nem de opinião. Guardam seu dinheiro no banco. Não viajam. Não arriscam. Não cometem exageros.

Pão duros de alma, que economizam vida. E passam, magrelos, pelos anos. Sementes que não germinam. Criam seus filhos (quando os têm), à sua imagem e semelhança, e sentem-se fracassados se algo sai diferente do planejado. Acham que estão certos. Que esta é forma correta de viver, porque nunca arriscaram nada, e consequentemente, não ganharam, nem perderam nada.

Desconhecem a adrenalina. O vento na cara. O sabor da liberdade. Desconhecem o fracasso, e tampouco saborearam o doce gosto de uma grande vitória. Apesar das rugas no rosto, décadas depois, ainda se enxergam iguais no espelho.

São ótimos negociantes, quando se trata de bens materiais, e péssimos, quando se trata do que realmente têm valor. Morrem de medo de serem roubados, passados para trás, enganados, traídos, prejudicados. Andam sempre desconfiados, dormem com um olho aberto.

Existem muitos desses circulando pela cidade. Talvez estejam lendo este jornal no Café. Ou tomando um uísque no Clube.

Estão em muitos lugares, mas ainda bem, não estão aqui, digitando esta coluna.

Eu vou engordar, vou emagrecer, vou ter um filho, vou escrever um livro. Mas não vou ficar sentada na poltrona, num dia de domingo.

E você?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

E agora José, e agora VOCÊ?

Oi geeente!

E agora, José? E agora, você?

                                                                                     (Julian de Freitas)

Quando viajei pelo Nordeste, atravessei de carro a região escaldante e seca dos canaviais. À beira da estrada, trabalhadores completamente pretos de fuligem, encerravam a colheita, e queimavam os restos da cana de açúcar. Moravam, durante a temporada, em casas de barro, feito bichos. Ganhavam R$ 50 por mês. Penso que para este trabalhador, que nos períodos entre uma colheita e outra fica sem trabalho, o tal Bolsa Família é como chuva no deserto. Salvação, pão e alento.

Em uma missão de trabalho, sobre o Bolsa Família em Guaporé, me deparei com pessoas que possuem juventude, saúde e capacidade e que passam as tardes em frente às suas residências, tomando chimarrão, comendo pipoca e esperando o benefício chegar. Literalmente vivem como parasitas, às custas dos trabalhadores honestos. Em uma cidade onde sobra emprego, não deveria haver Bolsa Família. A culpa, não está no programa do Governo. Está nas pessoas.

Partidos políticos foram criados para unir gente com a mesma linha de pensamento, disposta a lutar pelo bem coletivo, por causas sociais justas, pela implantação de leis que beneficiem os honestos, os trabalhadores, os cidadãos de bem. E o que vemos, são muitos políticos legislando em causa própria, enchendo os bolsos de dinheiro público, emporcalhando toda a nação. A culpa, não está nos partidos. Está nas pessoas.

Somos eleitores, porque possuímos a maior arma de revolução em uma democracia: o voto. Que derruba o político corrupto e elege o representante honesto. Porém, o que vemos são eleitores que se vendem por uma carga de brita ou um cargo. Por um benefício. Por uma propina. Por uma vantagem. O problema não está no sistema eleitoral, está nas pessoas.

O futebol existe para trazer alegria. O esporte é sinônimo de saúde, forma líderes, ensina disciplina, produz campeões. A Copa do Mundo é uma forma de confraternização de nações, de emoção e de festa. Porém, é usada como bode expiatório para desvio e má utilização do dinheiro público, para exageros e gastos desnecessários, mordomias inadmissíveis. A culpa não é do futebol, é das pessoas.

O meu Brasil vestiu branco e pintou o rosto. Expôs cartazes de indignação e que gritou pelo fim da corrupção. Entre esses milhões de bons brasileiros, estavam os marginais, bandidos, saqueadores, ladrões, baderneiros, violentos. A laranja podre no cesto. A culpa não está nas manifestações. Está nas pessoas.

Penso que Darwin, ainda é muito atual. São os que melhor se adaptam ao meio, que sobrevivem. Qual é o “meio” em que vivemos? No meio da corrupção, do jeitinho brasileiro, de tanta vantagem fácil, de tanta roubalheira. Estamos nos adaptando. O #acordaBrasil foi um basta. Mas agora, depende de nós. Como?

- Não venda nem negocie seu voto. Eduque seu filho para a honestidade. Respeite os idosos, as crianças, os animais. Não fure filas, não roube no troco.

- Não deprede o patrimônio público. Não jogue lixo nas ruas. Preserve a natureza. Repudie todo o tipo de corrupção. Trabalhe honestamente. Ame e respeite sua família.

- Seja uma pessoa de bem. Trabalhe para o bem comum. Saiba colocar-se em segundo plano, diante da coletividade. Aproveite as oportunidades de estudo. Um país onde o povo é ignorante, não consegue tomar as rédeas de sua história.

- Comece exigindo a qualidade dos serviços públicos em sua cidade: segurança, saúde, educação. Não seja um alienado às causas sociais.

- Seja político. Porque o analfabetismo político ainda é o maior analfabetismo do Brasil. Seja cidadão. Dessa forma, mudaremos de verdade o nosso país, a partir de nós mesmos.

Já diz o provérbio:

“Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”.

Beijos, meus amores!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A cegueira da visão

Oi geeente!


Já comentei várias vezes que, por conta da minha gravidez, andei passando muito mal, nos últimos meses. Mas eis que em uma manhã fria, acordei sem os enjoos tradicionais, mais animada. Consegui arrumar os cabelos, passar um reboco na cara, e saí faceira para o trabalho. Desci do carro, e atravessei a calçada me achando a última bolacha do pacote, rumo à Rádio Aurora.

Quando cheguei à escada que dá acesso à emissora, dei uma trombada de cabeça, mais propriamente na metade da testa, em um portão de ferro, que não estava totalmente erguido. Mas pensem em uma cacetada!

Como a vergonha vem em primeiro lugar, olhei ao redor pra saber se alguém tinha visto aquele mico. Depois, fora metade dos chifres que eu arranquei com a porrada, levei umas duas horas para lembrar quem eu era e onde estava. Sem falar que desfilei com uma marca vermelha dividindo o cabeção por uns dois ou três dias. Era a versão feminina do Rambo!

Agora eu pergunto, nobres leitores: De onde surgiu aquela m@#%* de portãaaaao? Eu nunca tinha visto ele lá antes!

Pois é. Num passeio pela cidade, em um sábado ensolarado, também reparei em prédios que surgiram “do dia para a noite”. Em jardins, que antes não estavam lá. Em canteiros, que haviam desaparecido. Em novas cores em casas antigas. Em muita gente desconhecida nas ruas. As coisas mudaram tão rapidamente, ou eu, que andei cega por aí?

Onde quero chegar com essa história toda?

Circulamos como baratas tontas. De olho no relógio. No celular. No Iphone. Respondendo mensagens. Atendendo ligações. Olhando para os pés. Pensamentos mil anos luz. Somos a geração do futuro. Estamos sempre no amanhã. Não conseguimos desfrutar o hoje.

Somos a geração fast food, disque pizza.

Que saudade do pão da minha avó. Eu sabia como ele era feito. Com paciência, via ela molhar a farinha, amassar, deixar crescer, assar. Depois fatiava, passava manteiga e servia com café.

Hoje em dia temos tudo pronto. Num mundo não muito distante, mandaremos fabricar nossos bebês, e a moto da UTI vem entregar em casa.

Precisamos desacelerar e observar mais. Há mudanças de cenários a cada nova estação. As folhas que amarelam, caem, as árvores nuas, os brotos, as novas folhas, as flores e os frutos. As sementes, e as novas árvores.

Precisamos perceber as mudanças ao nosso redor. Desde as mais sutis, às mais significativas. Precisamos erguer os olhos e enchê-los de horizonte.

Chega de cegueira.

A pancada me abriu os olhos. Eu simplesmente ando de cabeça baixa, sem enxergar os portões. Na porrada a gente aprende, mas não precisaria ser assim.

Não raro, nos deparamos com um homem que já não conhecemos, ao lado, deitado na cama. Ou com um filho que ontem era um bebê, e hoje já é um homem. Com um amigo íntimo que, de repente, tornou-se um estranho.

Assim como os cenários, as pessoas também se transformam. Se não acompanharmos essas metamorfoses, nos tornaremos cada vez mais sós.

Mas fiquemos bem atentos: pior que não enxergarmos as mudanças que acontecem ao nosso redor, é não enxergarmos as mudanças que acontecem conosco.

Essas são ainda mais importantes.

Conheço muita gente que é infeliz, sendo um completo estranho, vivendo no próprio corpo.



Beijos, meus amores!

Mural de recados:

Gente, se prestarmos atenção, perceberemos que todos nós andamos meio alucinados por aí. Outro dia, depois de muito tempo, conversei com um primo no Facebook. Eu disse a ele: -Nossa, como tu cresceu. Se tu me enxergar na rua, vem falar comigo, porque é capaz de eu não te reconhecer. E ele: - Pois é, isso já aconteceu diversas vezes.

Estão entendendo? Não podemos deixar que essa correria louca nos afaste da família, dos amigos, do contato pessoal. O mundo virtual não pode substituir o mundo real.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

You are my sunshine

Para dias nublados,
Pessoas ensolaradas.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Amores que transformam

Oi geeente!


Tirei a palavra “nunca” do meu vocabulário. Perdi a conta das vezes que me contradisse nas maiores convicções da minha vida. Achava um absurdo uma pessoa sofrer com um amor difícil. Até me apaixonar completamente e viver um início de relacionamento bem complicado.

Nos primeiros dias, me senti em estado de graça. Olhava para o azul do céu, para o verde das árvores, para o colorido das flores e enxergava uma beleza única, a presença de Deus, em cada uma das coisas da natureza. Só quem ama de verdade consegue sentir-se assim. Plena, completa. Cada cheiro, cada gosto, cada toque, eram como se fosse a primeira vez. Tudo havia se transformado.

Mas nem tudo são nuvens de algodão, ao iniciarmos uma relação de sentimentos tão fortes. Comecei a passar muito mal. Nem mesmo a comida, um dos maiores prazeres que tenho na vida, ficava no meu estômago. Sentia-me 24 horas em um barquinho, no meio de um oceano em tempestade.

Nenhum remédio fazia efeito, nada acalmava minha tormenta. Perdi a vontade de me arrumar, de tomar banho, de fazer as coisas mais básicas. Isolei-me em casa. Arrastava-me para o trabalho.

Depois, comecei a aceitar que o amor verdadeiro também transforma. E que é preciso passar pela metamorfose, para virar borboleta.

Eu, que sempre critiquei quem mudava de gostos ao sabor das paixões, me vi completamente outra. Coisas simples, que amava, como um bom café quente pela manhã, saíram completamente do meu cardápio. Coisas que odiava, como polenta e feijão, tornaram-se um manjar digno de reis, na minha mesa.

Confesso que meu corpo, que cuidava com tanta vaidade, passou a ser secundário, diante da turbulência de emoções que eu estava vivendo.

Meu amor também mudou a forma como eu me enxergava. Por ele, não me importei em aumentar o número do meu manequim. Nem mesmo fiquei abalada por ir perdendo o contorno da minha cintura. Eu deixei de pensar em mim, para pensar nele. Quantas vezes critiquei pessoas que tiveram a mesma atitude.

Outra aprendizagem do amor: deixamos totalmente de lado o egoísmo, o egocentrismo e tantos “ismos”. Nos tornamos melhores.

Mais uma lição: pouco importa a aparência. Eu por exemplo, não conheço ainda a face do meu amor. Não sei se é menino ou menina. E é bem provável que ele nasça com carinha de joelho (todo recém-nascido é assim).

Estou falando do meu filho. Desde que descobri a existência desse pequeno ser, tudo mudou para mim. A vida dele, o bem-estar, tornaram-se mais importantes que eu.

É lindo quando uma pessoa consegue posicionar-se em segundo plano, em benefício de outra. Se conseguíssemos colocar isso em prática com colegas, amigos, pais, crianças, idosos, com os animais, com toda a vida que nos cerca, o mundo seria muito melhor.

Deixo essa mensagem não para quem é mãe, ou pai, e sim para todos que amam. Amores difíceis, complicados, amores que exigem, amores que transformam, só precisam de um ingrediente para dar certo: verdade. O amor de verdade, salva.

Penso nas relações entre pessoas completamente diferentes. Nas relações entre pessoas que têm problemas graves. Que enfrentam doenças terríveis. Que enfrentam vícios ou preconceitos. E chego à conclusão que aqueles que passam a vida apenas buscando amores fáceis, são covardes. Quem ama de todo o coração, enfrenta uma verdadeira Cruzada, e sai vitorioso. É o amor que ainda vai mudar o mundo.

“Perguntaram à flor de onde vinha. Ela respondeu: De uma semente de amor que não se acovardou.”- Ana Jácomo.

Beijo meus amores!





Mural de recados

Hoje quero mandar um beijo especial para todos que não desistem de quem amam. Que lutam contra todos os problemas, preconceitos, doenças. Juntos, até o fim. Quantos casais servem de exemplo em Guaporé. Cruzam a vida inteira lado a lado. E no final, tornam-se um só.

Não confundam o tema de hoje, com quem sofre de desamor. Quem, mesmo sem ser correspondido, continua sofrendo por anos. Amor é troca. Passar uma vida sofrendo por quem não merece, já se torna burrice.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Futilidades e outras bobagens

Oi geeente!




Vou contar uma coisa, mas por favor, não espalhem. Perdi a conta das vezes que, para comprar roupas, maquiagens, acessórios, sapatos, gastei todo o dinheiro que deveria ter aplicado na conta de luz, no condomínio, no supermercado e na farmácia.

Sim. Por ser completamente descompensada nas finanças domésticas, sempre meto os pés pelas mãos. Tarde demais, descubro que a minha bota nova não serve para comer. Talvez vocês me julguem fútil (e com razão), metida a perua, e burra. Concordo.

Se aplicasse bem o meu dinheiro, com certeza, teria muito mais que um guarda roupa cheio de badulaques, que distribuo a cada campanha do agasalho. Sim, porque além de comprar demais, compro o que não preciso, para parecer quem não sou, e tentar aparentar o que não tenho. Bom, pelo menos, dou um jeito de pagar as contas.

Mas tem muita gente por aí que esqueceu que tudo que compramos, precisamos pagar. Começaram a acreditar que realmente têm o direito de andar com o carro do ano, usar a roupa de grife, comer nos melhores restaurantes, ficar nos melhores hotéis, conhecer os lugares mais charmosos, e sem pagar a conta.

Somos vítimas da sociedade do consumo, das aparências, da obrigação de mostrarmos para os outros, o quanto somos lindos, ricos e louros. O quanto somos felizes, descolados, amados, admirados, seguidos e copiados.

Aos poucos, amadurecendo e percebendo quais são as coisas mais valiosas da vida, passamos a identificar os miseráveis milionários. As pessoas, não perceberam que a maior riqueza que podemos acumular são pessoas, e não coisas. Que o que vale na vida é quem somos e não o que possuímos. Mas é preciso percorrer um caminho de sabedoria para realmente aprender isso, e colocar em prática.

Abordo esse assunto porque esse comportamento é típico do Brasil atual. Que não tirou o pé da lama, mas arrota peru e acha que fala inglês.

Entrevistei a diretora e a presidente do Grêmio Estudantil da Escola Bandeirante, que possui mais de 1.100 alunos aqui em Guaporé. A escola está literalmente caindo na cabeça dos alunos. A situação está tão crítica, que devido às péssimas condições elétricas. À noite, os mais de 200 alunos precisam ficar trancados dentro do prédio principal, pois o pátio está às escuras. Para aqueles que precisam se deslocar ao ginásio para fazer educação física, o professor conduz a turma com uma lanterna, em fila indiana. Um dos banheiros está com o teto no chão. Não há possibilidade de utilizar nenhum recurso tecnológico porque as tomadas foram isoladas, para evitar choques. O telhado está em péssimas condições, e o cenário da escola mais parece um presídio, com perdão da palavra.

Enquanto isso, acompanhamos um debate nacional sobre qual cadeira será mais confortável para que os turistas coloquem suas bundinhas gordas para acompanharem os jogos da Copa do Mundo, nos novos e modernos estádios nacionais. Muito circo, pouco pão.

Nada contra a Copa do Mundo, Copa das Confederações, nada contra o turismo e a divulgação do Brasil mundo afora. Mas o Brasil e eu estamos fazendo a mesma coisa: gastando dinheiro com superficialidades e deixando de investir no que realmente importa.

Sinto profunda vergonha com a situação em que chegamos. Espero, através do meu trabalho, poder ser uma gotinha de água no oceano necessário para que o Bandeirante renasça grandioso como merece ser. Que possa oferecer dignidade aos seus alunos. Porque o futuro do Brasil, sinceramente, não está na ponta das chuteiras e no grito de gol. Está na ponta do lápis e na comemoração de quem passa no vestibular e poderá, então, transformar nosso país numa nação REALMENTE RICA!



Beijos, meus amores!