Oi geeente!
Sempre fui muito certinha com meus compromissos. Daquelas que
podem estar com amigdalite crônica, febre alta, dor de cabeça, que mesmo assim
não falta trabalho. Se me pedem ajuda ou um favor, nunca nego. Nunca. Já me
meti em cada enrascada porque não sei dizer não...
Me considero uma pessoa fácil de lidar, não sou competitiva, e
geralmente me dou muito bem com colegas de trabalho. Minhas amizades resistem
ao tempo, e acho que a última vez que briguei com alguma amiga, foi quando criança,
porque não queria emprestar minha Barbie. (Sim, eu era possessiva e egoísta!)
Posso não ser um gênio, mas pra burra não sirvo, e dentro das
minhas aptidões sou muito boa no que faço. Sou dedicada e perfeccionista.
Obediente também. Muitas pessoas gostam do meu trabalho, e sei que meus chefes
valorizam o resultado do meu esforço. Mas nunca me julguei insubstituível.
Sinto muito, caro leitor, você também não é.
Estou em licença maternidade, e, portanto há um mês estou em casa,
cuidando da minha bebê (o que provoca mais cansaço que trabalhar tapando buraco
no asfalto sob um sol de 40 graus!!!).
Eu não estou indo pro trabalho, mas o trabalho está indo sem mim.
Meu chefe não me ligou desesperado, a rádio não ficou fora do ar, tampouco
ouvintes enlouquecidos fazem fila na minha porta, gritando: volta Michele!!!
Por mais dedicada, profissional, competente e importante que seja
alguém, em uma função, essa pessoa jamais será insubstituível. Tudo segue o seu
rumo, ou acha um novo rumo, sem nossas presenças.
Por isso, quando observo ambientes de trabalho e grupos de amigos
se deteriorando pela competitividade, quando vejo que a ambição supera a
amizade, a compreensão, o companheirismo, sinto muita pena de gente assim.
Cedo ou tarde, amanhã ou depois, as peças são substituídas, e o
que ficará em nossa vida não são cargos, ou carreiras, serão as pessoas que
conquistamos.
Percebi que posso não ser insubstituível, mas para as pessoas que
realmente cativei, sou inesquecível.
São aquelas que ligam, que visitam, que lembram, que se preocupam
comigo. Podem ser poucas, mas são verdadeiras, e o sentimento que nutro por
elas é recíproco.
Num passeio pela internet, me deparei com o texto que transcrevo
abaixo. Li com atenção, e respondo com sinceridade: eu seria salva.
E você, seria?
"Conta-se a história de um empregado de um frigorífico da
Noruega.
Certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava há quase cinco horas preso, debilitado, com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava há quase cinco horas preso, debilitado, com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem perguntaram ao vigia: Porque você
foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de
trabalho?
Ele explicou:
Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de
empregados entram e saem daqui todos os dias e ele é o único que me
cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída.
Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…
Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…
Pergunta: Será que você seria salvo?”
Se sua resposta for não... lembre-se de que ainda há tempo para
mudar sua atitude diante das pessoas que convivem diariamente com você.
Com certeza um dia você irá partir. Quando esse dia chegar, pelo
menos, deixe saudade.
Beijos, meus amores.
(Obs: desconheço o autor da parábola, se alguém souber, me conte)
(Obs: desconheço o autor da parábola, se alguém souber, me conte)




