Oi geeente!
Tudo bem meus amores?
Ando espantada com a quantidade de histórias inventadas nessa cidade ultimamente. São coisas tão cabeludas e tão fora da realidade, que me nego a acreditar que algum cristão tenha tido coragem de abrir a boca para soltar tamanha asneira.
Um professor do meu curso na faculdade, dizia que fofoca grande, é coisa de gente pequena. De gente que nunca saiu do conforto do seu mundinho para encarar a vida de frente.
Ele costumava dizer que gente pequena tem preguiça até de pensar. Que a consciência coletiva é uma massa burra, que pensa igual, e portanto não está pensando. Está apenas se deixando levar.
Quer exemplos? Vamos lá.
Suponhamos que alguém pergunte a um inimigo meu:
- Você conhece a Michele?
- Sim, conheço. A Michele é preta.
Ou faça a mesma pergunta para um amigo meu:
- Você conhece a Michele?
- Sim, conheço. A Michele é amarela.
Uma pessoa que não sabe ver o mundo com seus próprios olhos, vai passar a me enxergar com os olhos dos outros. Com a cor que os outros me pintarem. Vai me odiar, amar, julgar, rotular, conforme a opinião de terceiros. Sem me conhecer.
Outro fato interessante, é a capacidade das pessoas de perdoar em si os defeitos, mas condena-los nos outros.
É muito engraçado que as pessoas não consigam entender que somos os vilões e os mocinhos de nossa própria jornada. Atravessamos o caminho e prejudicamos alguns ao longo de nossas vidas. Em cidades pequenas, impossível que os destinos não se cruzem em disputas profissionais ou românticas. Isso acontece com todos. E ao mesmo tempo em que, às vezes, prejudicamos... quantas vezes ajudamos outras pessoas? Mas isso ninguém percebe.
Não somos só bondade para virarmos santos, nem só maldade para sermos crucificados e apedrejados.
Julgamos com dureza e queremos ser julgados com benevolência.
Pelo amor de Deus! Conheço muitos juízes aqui nessa cidade, sempre com sentenças de pedra, e com crimes escondidos dentro do armário.
Como é difícil agirmos por nossa própria consciência, formarmos nossa opinião por nossas próprias experiências. E como é fácil simplesmente tocarmos no mesmo ritmo da multidão, como uma tuba cega. Concordando com a maioria e discriminando uma minoria.
Saiam da zona de conforto! Conheçam novos mundos, novas culturas, gente diferente, que se veste diferente, que tenha valores diferentes. Aprendam a respeitar o outro!
Saiam desse mundinho, parem de pensar pela cabeça dos outros! E achar que são donos da razão.
Há uma grande diferença entre o mundo que você criou e o mundo como ele é. E para entender isso e ser muito mais tolerante, é preciso sim, sair da inércia.
Amo essas palavras escritas por Amyr Klink. Quando ele fala em viajar, não significa somente pegar um avião e voar para longe. Significa sair do seu universo e viver um pouco a realidade dos outros. Leia com atenção.
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser."
Ai meus queridos leitores... precisamos abrir essas nossas cabecinhas duras. Todos nós. Eu inclusive.
Até a semana que vem!
Mural de recados:
Mural de recados:
Utilize seu tempo: encha sua vida e sua cabeça com coisas úteis. Leia, passeie, assista um bom filme. Namore. E aprenda a não passar adiante coisas estapafúrdias. Como é triste o mau hábito de falar dos outros e ainda por cima aumentar um pouco. Recebi muitos e-mails e recados nesta semana com pessoas indignadas com boatos e atitudes invejosas. Deveria haver uma vacinação em massa para nos imunizarmos do vírus da fofoca.
Uma boa estratégia para se livrar de pessoas que vem contar “causos”, é se fazer de bobo. Não dar trela, e cair fora. Como diz um amigo meu... Malandro é o pardal que canta mal pra não ficar na gaiola.




