Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu vejo flores em você!

Oi geeente!
Eu vejo flores em você!


Vou começar cantarolando aquela música que eu adoro: De todo o meu passado, boas e más recordações, quero viver meu presente, e lembrar tudo depois... Nessa vida passageira, eu sou eu, você é você... isso é o que mais me agrada. Isso é o que me faz dizer... Que vejo flores em você!

No que você repara primeiro? Nas flores ou nos espinhos?

Uma das atitudes mais positivas que adotei nos últimos tempos ( e nem precisei de muitos livros de auto-ajuda pra isso) foi a postura de observar primeiro as flores. Depois as flores. E depois, as flores também.

Obviamente, na maioria das vezes, distraída com as flores do caminho, sou surpreendida por alguns pontiagudos espinhos. Me machuco, verdade, mas é melhor assim. Conseguir olhar as pessoas e os fatos pelo melhor ângulo possível torna a vida mais leve.

Mas boa parte das pessoas que eu conheço faz exatamente o contrário.

Uma amiga, há um tempo atrás, estava se preparando para uma entrevista de emprego, e comentou comigo que estava apavorada. Que ouvira dizer que a empresária era autoritária, mal humorada, e perfeccionista. Uma megera do tipo “O Diabo Veste Prada”. A pobre foi armada até dos dentes para conversar com a futura chefe. Pois o tempo mostrou que o perfeccionismo levou a empresária ao topo, o autoritarismo foi um escudo criado para conseguir dominar uma equipe, onde muitos não cumpriam com suas obrigações e o mau humor era resultado da falta de competência, dedicação e interesse de boa parte de seus funcionários. Pessoas moles, endurecem os chefes. Mas pessoas interessadas, prestativas, empreendedoras, conquistam na chefia, a confiança, a admiração e o companheirismo. Hoje, essa minha amiga é um dos braços direitos da empresária. E ama o cargo que ocupa.

Todas as pessoas, mesmo as mais ranzinzas e difíceis, têm um lado bom. Felizes os que são capazes de encontrá-lo. Esses vão conseguir tirar sempre dos demais, o perfume das flores.

Quantas vezes você já ouviu a frase: Como você consegue ser amiga de fulano?

O problema é que nossos defeitos nos precedem. Quer ver como? Sou amiga da Ana e da Maria. E não gosto da Joana. Então, não permito que Maria e Ana gostem de Joana.

Joana não fez nada para as outras duas. Porém, por influência minha, de graça, Joana ganhou dois desafetos.

É assim nos “bolinhos” da cidade. Grupos heterogêneos. E não ouse se misturar. Não é à toa que, às vezes, você se pergunta porque alguns torcem o nariz quando você passa na rua.

Então, automaticamente, você ativa o modo DEFESA PESSOAL ON TURBO, e começa a torcer o nariz para quem não conhece, evita se infiltrar em grupos diferentes, deixa de mostrar os dentes a qualquer pessoa, se fecha em copas. Vira uma ostra.

Mas você pode quebrar esta corrente. Nadar conta a maré. Deixando de influenciar-se por julgamentos de terceiros, você pode partir de coração aberto para o mundo. Você pode conhecer gente diferente, tão fascinante!

Se observar as flores de cada um, você terá a chance de cultivar um jardim gigantesco de amizades. Pessoas diferentes, que tornarão você tão múltiplo, tão melhor! Escolha relacionar-se com o que as pessoas têm de melhor. Perdoe os pequenos, os médios, e vamos lá, perdoe também os grandes defeitos.

Tenha rosas, orquídeas, tenha margaridas e violetas no seu jardim. Tenha aquela pequena florzinha selvagem e livre. E tenha exuberantes hortênsias. Tenha flores exóticas, elas são raras e de beleza única.

Cultive. Receba os outros com seu melhor sorriso. Misture-se. Enxerte-se. Ajude. Desculpe. Ame aqueles que são diferentes de você.

Pessoas fechadas, estranhas, mal humoradas, deprimidas, podem estar precisando de um bom jardineiro.

Mas seja um bom observador. Existem sim, pragas que podem acabar com toda uma plantação.

Seja bom, mas não seja bobo. Cultive muitos amigos, mas seja um amigo de verdade, e não apenas um relações públicas.

Saiba que os bons são maioria. Mas os maus não existem apenas nas novelas e livros. Veja flores, mas não esqueça da existência dos espinhos.

Um beijo, meus amores!


“Pego meu melhor sorriso e vou à luta. Com ele, já perdi muitas batalhas. Mas nunca uma guerra”.

FELIZ DIA DO AMIGO!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gosto de pessoas sinceras. Mas amo as pessoas gentis.

Oi geeente!!



Me engana, que eu gosto!!

Criticamos tanto a falta de sinceridade que muitas vezes nos esquecemos de que se todos falassem tudo o que pensam, já teria sido decretada a Terceira Guerra Mundial há tempos.

Hoje quero agradecer aqueles que nos enganam. Para o nosso bem!

Estava em uma loja esperando para ser atendida quando saiu do provador uma mulher esturricada dentro de um vestido 10 números menores que o dela. Se a pobrezinha respirasse, aquilo tudo ia estourar e ela seria presa por atentado violento ao pudor. Mas ela estava amando o visual!  Talvez orientada pelos donos da loja, ou por puro bom senso, a vendedora apoiou a ideia da mulher de levar o vestido, afinal, ela já havia decidido de qualquer maneira, que aquela seria a roupa da noite.

E que noite!! Encontrei ela na festa, com o vestido novo, estilo Madonna nos tempos de Like a Virgen, com um cabelo Cindy Lauper e polainas Flash Dance. Estava se divertindo muito, e até curtindo uns beijinhos com um menino estilo Restart.

Provavelmente ninguém a criticou, e ela teve uma festa memorável, ao passo que poderia ter ficado em casa se sentindo gordinha, pouco sexy, solitária.

Há uns dois anos, cortei meu cabelo bem curtinho, e quando cheguei em casa toda entusiasmada, meu pai olhou e disse:  -Uma galinha depenada é mais bonita do que tu com esse cabelo. (Me senti o Telmo Martins, completamente careca, e corri fazer um mega hair). Eis que há algumas semanas, cortei o cabelo de novo. E adorei. O problema era encarar meu pai, o fanático pelos cabelos arrastando no chão. E não é que desta vez, ele não elogiou, mas pelo menos, não criticou! Obrigado senhor!!!

Uma amiga minha, naquele adeus derradeiro de um relacionamento, pediu para o bofe, que já estava de malas prontas: - Você me amou, pelo menos? E ele: - Eu ainda te amo. (Ele foi embora de qualquer jeito, mas ela não se sentiu tão rejeitada assim, por fim.)

Por isso afirmo, a não ser que seja para algo realmente importante, procure exercer mais a gentileza, do que a sinceridade. Super sincero só é engraçado em seriado de televisão!

Adoro um texto da Martha Medeiros que diz:

“ Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: faz de conta que eu te odeio.

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: faz de conta que eu te amo.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: faz de conta que eu dou conta do recado.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: faz de conta que eu não quero.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: faz de conta que eu não sofro.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: faz de conta que eu entendo...”

A gente faz de conta, finge que está tudo bem. A gente disfarça, tanto para os outros, quanto para nós mesmos. Por um lado isso é bom. Não precisamos estampar em outdoors nossos fracassos e fraquezas. Nem os nossos, nem os de ninguém! Se lambemos nossas feridas recolhidos em casa, porque enfiar o dedo na ferida dos outros?

Muitas pessoas têm uma sinceridade tão excessiva, que no fundo, no fundo... é puro despeito!
“Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.”

Beijos meus amores!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Você é burro feito um sapo?

Oi geeente!

Você é burro feito um sapo?



Não sei se já contaram essa história, e nem sei se isso é realmente verdade, mas desconfio que seja. Muito embora (crianças) se vocês matarem um sapo por conta disso, eu mesma vou até aí puxar a orelha de vocês!

De qualquer forma, se essa parábola não se aplica aos sapos, se aplica direitinho a muitos de nós, inclusive a muitos políticos, empresários, e pessoas influentes da nossa sociedade. Se aplica a muitos casais, e pessoas que vão morrendo dia após dia, toda a vez que fecham os olhos para as inevitáveis mudanças.

Reza a lenda que se você pegar um sapo em um brejo, com uma quantidade de água do local onde ele vive, e colocar em uma panela, em cima do fogão, o pobre sapo vai morrer cozido sem sequer se dar conta disso. Ficará lá, naquela água que conhece desde sempre, sem perceber que aos poucos a temperatura vai subindo, até cozinhá-lo inteiro. Ele fica olhando, parado, aquilo tudo lhe acontecer, parecendo não dar-se conta.

Agora:
Se você colocar um sapo em uma panela de água fervendo, ele tentará pular para fora da panela imediatamente.

De acordo com as explicações científicas, no primeiro caso, se colocar a panela no fogo e aumentar gradativamente a temperatura, acontecerá uma coisa bastante interessante. Quando a temperatura aumentar de 20 para 30 graus, o sapo não se mexerá. Na verdade dará sinais de que está gostando. Porém, à medida que a temperatura for aumentando gradativamente, o sapo ficará cada vez mais tonto, não será mais capaz de sair da panela, até ser escaldado.


Por quê?
 
Porque, nos sapos, o mecanismo interno que detecta as ameaças à sobrevivência é regulado para identificar mudanças súbitas do meio ambiente, mas não mudanças lentas e graduais.

E você, consegue se salvar das mudanças lentas ou graduais?

Muitas pessoas sobrevivem, não sem dor, a mudanças bruscas, grandes tragédias. Perdas irreparáveis. Elas se recompõem. Se reconstroem. Retomam a felicidade.

Outras, alimentam todos os dias relacionamentos que estão naufragando, se mantém em empregos medíocres, colecionam amizades fúteis. Morrem em vida. E não fazem nada para mudar isso.

Nas cidades, ocorre o mesmo. As pessoas queixam-se dos políticos. Reclamam dos empresários. Falam mal dos promotores de eventos.

E votam sempre nos mesmos políticos. Não abrem seu próprio negócio, apostando no empreendedorismo, não inovam em seus cargos no trabalho, não sugerem mudanças. Quanto aos eventos,  sequer promovem um chá para as amigas.

E assim... o desenvolvimento se arrasta. A indústria fica estagnada. Os grandes eventos não chegam nunca.

Você já reparou como algumas coisas nunca mudam em Guaporé? E que vão morrendo aos poucos, por falta de modernidade, inovação, ousadia? Já reparou como muitas coisas nasceram grandiosas e morreram medíocres?

Outras não. Há muitas iniciativas que se renovam a cada ano, evoluem, crescem, alcançam outras fronteiras, renascem.

Ufa! Graças a Deus, nem todos são sapos!

Mas há um brejo grande por aqui...

E eu mesma, sinceramente, já começo a coaxar!
“As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.”

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Olha como eu sou legal!!!

Oi geeeente!


Estou em tratamento porque descobri que sofro de uma doença rara: a síndrome do “Olha como eu sou legal”!
Essa maldita síndrome leva qualquer um para o analista. Sou do tipo de pessoa que chega para alguém que o detesta e diz: - Ei, desculpe por não ter te feito nada. Me dê uma chance de mudar seu conceito sobre mim, olha como eu sou legal!
Desde que me entendo por gente, sempre fui atingida mortalmente pelo julgamento dos outros. Tenho mais necessidade de agradar quem não vai com a minha cara, do que as pessoas que gostam de mim. Preciso provar que sou legal.
Tudo certo em pedir desculpas quando erramos. Para aqueles que magoamos por algum motivo. Mas rastejar atrás de quem não gosta de você por um mau julgamento, por inveja, dor de cotovelo, ou por maldade mesmo, é um pouco demais.
Porém, tentar conquistar a simpatia de quem não merece não é nem de longe o principal problema da síndrome do “Olha como eu sou legal”. Quem sofre desta doença, geralmente também sofre uma série de abusos no trabalho, entre os conhecidos, nas relações amorosas.
Para não ser rude com ninguém, quem sofre deste mal não sabe dizer não. Atura gente mal intencionada, atura gente que usa seu talento para subir no trabalho, atura quem pede todo o tipo de favor abusivo, atura pessoas com as quais não se identifica, tudo porque sente uma necessidade desmedida de agradar, de ser aceito.
Em virtude disso, já aceitei convite pra animar velório, já disse que adorava jiló com melado, já ri de piadas sem graça, fiz programa de índio e da taba toda, fingi que estava tudo bem para pessoas que falavam mal de mim, e que precisavam dos meus favores. Já servi de chacota no trabalho, e caí nas brincadeiras estúpidas que pegam os estagiários, do tipo: - Michele, vai buscar a agulha do aparelho de CD! (Tá certo, admito, essa última foi por burrice mesmo!rsrs)
Já servi de degrau para colegas de trabalho, e já aceitei fazer trabalhos “voluntários”, enquanto pessoas menos capacitadas que eu cobravam pequenas fortunas para fazer o mesmo serviço.
Gente que quer ser legal é tomada por trouxa. É aquele bobo que faz hora extra enquanto todo mundo já está no barzinho tomando sua cerveja ao final do expediente. E rindo da sua cara.
Gente que tem a síndrome “Olha como eu sou legal”, também pode sofrer nas relações amorosas. É aquela pessoa que sempre acha um jeito para justificar o desamor, o desrespeito do parceiro. É aquele tipo de gente que está sempre disposta a perdoar e dar a milésima chance, mesmo sabendo que será inútil.
Saber dizer não, saber sobreviver mesmo às mais duras críticas, saber criar um escudo protetor contra as fofocas, e se amar, apesar de tudo e de todos, são qualidades que eu gostaria de ter. Aliás, estou aprendendo a ter.
Com o tempo, com as duras lições da vida, aprendi a me valorizar, aprendi que por mais que eu me esforce, para algumas pessoas nunca serei boa o suficiente. Aprendi que mesmo sendo legal, compreensiva e amiga, ainda assim serei magoada. Aprendi que se eu não der limites aos outros, eles se acharão no direito de fazer de mim um fantoche. Aprendi que é preciso ser duro, às vezes. Surdo às vezes. Contrariar algumas pessoas. Desafiar outras. E saber que para alcançar meus sonhos, talvez me atravesse no sonho de outras pessoas. É inevitável.
Gente super legal ou se ferra, ou aprende da pior maneira possível.
Ainda me importo com o que os outros pensam de mim. Ainda tento provar que sou melhor do que muitos pensam. Mas estou aprendendo que não posso ser perfeita.
Ainda sou legal.
MAS NÃO ABUSA! Ok?
“Não é possível saber a fórmula do sucesso, mas é possível saber a fórmula do fracasso: tente agradar a todo mundo”. Herbert B. Swope
Beijos meus amores, até a semana que vem!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Te conheço?!

Oi geeente!
Tudo bem meus amores?

Ando espantada com a quantidade de histórias inventadas nessa cidade ultimamente.  São coisas tão cabeludas e tão fora da realidade, que me nego a acreditar que algum cristão tenha tido coragem de abrir a boca para soltar tamanha asneira.
Um professor do meu curso na faculdade, dizia que fofoca grande, é coisa de gente pequena. De gente que nunca saiu do conforto do seu mundinho para encarar a vida de frente.
Ele costumava dizer que gente pequena tem preguiça até de pensar. Que a consciência coletiva é uma massa burra, que pensa igual, e portanto não está pensando. Está apenas se deixando levar.
Quer exemplos? Vamos lá.
Suponhamos que alguém pergunte a um inimigo meu:
- Você conhece a Michele?
- Sim, conheço. A Michele é preta.
Ou faça a mesma pergunta para um amigo meu:
- Você conhece a Michele?
- Sim, conheço. A Michele é amarela.
Uma pessoa que não sabe ver o mundo com seus próprios olhos, vai passar a me enxergar com os olhos dos outros. Com a cor que os outros me pintarem. Vai me odiar, amar, julgar, rotular, conforme a opinião de terceiros. Sem me conhecer.
Outro fato interessante, é a capacidade das pessoas de perdoar em si os defeitos, mas condena-los nos outros.
É muito engraçado que as pessoas não consigam entender que somos os vilões e os mocinhos de nossa própria jornada. Atravessamos o caminho e prejudicamos alguns ao longo de nossas vidas. Em cidades pequenas, impossível que os destinos não se cruzem em disputas profissionais ou românticas. Isso acontece com todos. E ao mesmo tempo em que, às vezes, prejudicamos... quantas vezes ajudamos outras pessoas? Mas isso ninguém percebe.
Não somos só bondade para virarmos santos, nem só maldade para sermos crucificados e apedrejados.
Julgamos com dureza e queremos ser julgados com benevolência.
Pelo amor de Deus! Conheço muitos juízes aqui nessa cidade, sempre com sentenças de pedra, e com crimes escondidos dentro do armário.
Como é difícil agirmos por nossa própria consciência, formarmos nossa opinião por nossas próprias experiências. E como é fácil simplesmente tocarmos no mesmo ritmo da multidão, como uma tuba cega. Concordando com a maioria e discriminando uma minoria.
Saiam da zona de conforto! Conheçam novos mundos, novas culturas, gente diferente, que se veste diferente, que tenha valores diferentes. Aprendam a respeitar o outro!
Saiam desse mundinho, parem de pensar pela cabeça dos outros!  E achar que são donos da razão.
Há uma grande diferença entre o mundo que você criou e o mundo como ele é. E para entender isso e ser muito mais tolerante, é preciso sim, sair da inércia.
Amo essas palavras escritas por Amyr Klink. Quando ele fala em viajar, não significa somente pegar um avião e voar para longe. Significa sair do seu universo e viver um pouco a realidade dos outros. Leia com atenção.
"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser."
Ai meus queridos leitores... precisamos abrir essas nossas cabecinhas duras. Todos nós. Eu inclusive.
Até a semana que vem!

Mural de recados:
Utilize seu tempo: encha sua vida e sua cabeça com coisas úteis. Leia, passeie, assista um bom filme. Namore. E aprenda a não passar adiante coisas estapafúrdias. Como é triste o mau hábito de falar dos outros e ainda por cima aumentar um pouco. Recebi muitos e-mails e recados nesta semana com pessoas indignadas com boatos e atitudes invejosas. Deveria haver uma vacinação em massa para nos imunizarmos do vírus da fofoca.
Uma boa estratégia para se livrar de pessoas que vem contar “causos”, é se fazer de bobo. Não dar trela, e cair fora. Como diz um amigo meu... Malandro é o pardal que canta mal pra não ficar na gaiola.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Adeus Príncipe Encantado...

Oi geeeente!!!


Já que estamos no final de semana do Dia dos Namorados, bem que a gente poderia criar juízo e largar daquele amante que nos acompanha desde a infância... o Homem Invisível.

Quem não assisitiu “A Mulher Invisível”, o filme, pode acompanhar agora o seriado na Globo. Mas nem é preciso ver o Selton Mello e a Luana Piovani para ter certeza de que você também tem uma concorrência bem desleal: o par ideal.

Sinceramente não são os homens e mulheres reais que acabam com nossos relacionamentos. Não é aquele “galã” que vive lhe prometendo o mundo. Nem aquela “galinha” que vive dando em cima do seu namorado.

A possibilidade de traição está presente, sempre, dormindo ao nosso lado, em forma de Homem Invisível. Essa maldição, que afeta muito mais as mulheres do que os homens, provavelmente iniciou lá na infância, quando nos incentivaram a ler contos de fadas, com bruxas, príncipes e princesas. E com o Homem Invisível invariavelmente fazendo o papel de Don Juan. Sim, é aquele que salva a donzela, dá um beijo em sua boca e a faz feliz para todo o sempre ao final do livro.

E aí... quando você começa a procurar seu par, você tem em mente o homem ideal, e encontra o homem real. Sim, o bonitão tem bafo, chulé, mau humor, espinha, conta bancária no vermelho e nenhum castelo encantado.

O mesmo acontece com os homens, se bem que acredito que sejam mais realistas. Mas eles também sonham com a Luana Piovani e acordam ao lado da Bruxa Malvada do Norte. Aquela mulher doce, carinhosa e linda, lavou o rosto, está com a chapinha vencida, entrou na TPM e esqueceu de depilar o sovaco.

Affe. Contos de fadas deveriam ser abolidos da literatura.

Assim teríamos expectativas mais reais em torno do par ideal. Seríamos menos exigentes, mais compreensivos e muito mais felizes. Porque quando não esperamos muito, somos surpreendidos positivamente a qualquer momento, por alguma atitude simples, mas encantadora, de quem está ao nosso lado.

Boa parte das pessoas normais supera os contos de fadas e consegue desfrutar de relações reais e duradouras, sabendo administrar qualidades e defeitos, construindo dia após dia, um verdadeiro amor.

Mas outra parte desenvolve o complexo de Cinderela. Se transforma mesmo no vilão da história. Dormindo com o Homem Invisível, a mulher se torna um tormento na vida do homem real. Exigindo mais e mais atenção, mais e mais dinheiro, conforto, bens materiais. Fazendo cobranças irreais. Atormentando o coitado no trabalho. Exigindo que não tenha atividades de lazer. Acabando com as amizades. Queixando-se o tempo inteiro.

Quem assiste a novela Insensato Coração,  vê esse tipo de atitude na personagem de Débora Évelyn, a Eunice. Casada com Júlio, mãe de Leila e Cecília, ela é a legítima mulher insuportável. Dominadora, insatisfeita e manipuladora.

Você acha que não existem pessoas assim? Ora, claro que existem. Em pequenas doses, todos nós somos um pouco “Eunices”.

Portanto, meninas... Precisamos nos livrar desse Homem Invisível. Ele só existe em nossa imaginação, mas atrapalha, e muito, a vida real.

Ah... e os homens também, que façam-nos o favor de se livrar desse estereotipo de mulher certinha, boazinha, perfeitinha, que cozinha, passa, se sustenta, cuida sozinha das crianças, vai à missa e está sempre prontinha para uma longa noite de amor.

Todas nós, mortais, temos mesmo dor de cabeça, preguiça, falta de aptidão para algumas tarefas domésticas. Todas... menos a Luana Piovani.

Mas... aí para conquista-la... você teria que ser, no mínimo, no mínimo, muito mais bonito que o Selton Mello!!!

Beijos meus amores, e muito love no dia 12 de junho!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eu que não amo você...

Oi geeente!

Eu que não fumo, pedi um cigarro. Eu que não amo você...

Comecei a coluna dessa semana com essa música dos Engenheiros que eu amo, e que retrata um dos piores hábitos que nós desenvolvemos ao longo de nossa vida em sociedade: a negação da verdadeira intenção, dos sentimentos.

Quando somos crianças expressamos nossos sentimentos sem nenhum pudor, disfarce ou medo. Se gostamos, sorrimos. Se não gostamos, choramos. É incrível a verdade que há em uma criança, e é incrível a capacidade de nos afastarmos dessa verdade quando adultos.

Outro dia, recebi a visita de uma amiga, que tem uma menininha linda, bem naquela fase de falar o que pensa e o que sente, colocando os adultos em maus lençóis. A menina viu que em cima da mesa estava um litro de coca-cola e na hora, cutucou a mãe e falou: - Mãaae, tô com sede.
Eu, imediatamente servi um copo de refrigerante para a menina, enquanto ela olhava com carinha de “desculpa” para a mãe dela. Foi aí que a garotinha soltou a pérola: - A mãe disse pra eu não pedir comida, mas bebida podia, né mãe?

Eu comecei a rir, e pensar que desde cedo vamos sendo “educados” para esconder nossos desejos, disfarçar nossas vontades, nos mantermos firmes e eretos, mesmo nas situações mais difíceis. Somos doutrinados a fingir que tudo está ótimo e sob controle, mesmo quando não está.

Perdemos a naturalidade, essa maravilhosa e cativante qualidade de sermos originais, verdadeiros e únicos. Aos poucos, vamos nos tornando o que os outros esperam que sejamos.

Não me compreendam mal. Não penso que devemos sair por aí sem noção, passando por cima de tudo e de todos em busca de nossos desejos. Espontaneidade não significa falta de educação.

Mas em nome das regras morais e sociais, muitas vezes nos perdemos de nós mesmos nas pequenas coisas.

Ficamos com vergonha e medo de dizer que amamos. Ficamos com receio de abrirmos nosso coração, achando que os outros nos acharão fracos.

Ficamos tão mecanizados que começamos a agir de forma automática. Até mesmo quando pedem se queremos repetir a sobremesa na casa de alguém, nos constrangemos, achando que vão nos achar gulosos. E negamos a oferta, ainda que babando por mais uma bolinha de sorvete!

Banho de chuva, abraço apertado, riso solto, gargalhada, sujar a roupa, andar descalço, chorar em público, admitir o erro, comer até a barriga doer, dançar desordenadamente, brincar, sonhar... Coisas que praticamente não conseguimos mais fazer.

Porque afinal, crescemos, somos adultos. Precisamos ser responsáveis, politicamente corretos, defender uma causa bem complicada, falar difícil, sermos discretos, amarmos mansamente e sem arroubos, rirmos sem mostrar os dentes. Precisamos conter as emoções, demonstrar força e grandeza.

Deusulivre fraquejarmos! Admitirmos fracassos, termos um amor não correspondido, sermos demitidos, não conseguirmos a vaga no emprego, não chegarmos em primeiro lugar.

Escondemos nossos fracassos sem nos darmos conta de que são esses tropeços, que nos fortalecem. Nos escondemos atrás de uma perfeição que não existe.

Ah, deixemos disso! Por favor, não quero exaltem minhas qualidades, mas sim, que perdoem meus defeitos. Porque eles são muitos.

E quanto a nós.... que tal deixarmos a criança que existe dentro de nosso coração se manifestar? Ralar o joelho, quebrar a cara, começar de novo, sentar no chão e chorar?

Porque só assim viveremos de verdade, sem representar um papel na sociedade, fazendo apenas o que os outros esperam que façamos.

“ Pessoas perfeitas não mentem, não bebem, não brigam, não erram e não existem”.
Charlie Chaplin
Beijos meus amores!