Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 21 de março de 2009


Muito além... das aparências...

Você já ouviu falar do efeito borboleta? A essência é mais ou menos assim: se uma borboleta bate as asas aqui, do outro lado do mundo, pode estar causando um furacão. Toda mudanças traz conseqüências. A curto, médio, longo prazo... E eu sinto sinceramente que nós estamos vivendo uma época de transição. A sociedade está mudando, os valores, a forma como nos relacionamos. Penso que vamos chegar, em breve, a um mundo menos preconceituoso.

Prova disso... é Barack Obama! Sim, eu adoro o slogan da campanha dele: Yes, We Can!!! Sim, gente! Nós podemos. Mas precisamos acreditar e fazer acontecer. Eu digo uma coisa, e procurem entender o trocadilho: Ele não chegou lá por ser negro. Mas chegou lá, apesar de ser negro.

Isso mesmo. No mundo inteiro, a mídia anuncia o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, que apesar dos pesares, é a maior potência no mundo político. Mas Obama, teria chegado lá mesmo que fosse amarelo, rosa, azul ou verde. Graças a Deus, ninguém olhou pra ele como negro, branco, católico, protestante, republicano, democrata. Olharam pra ele como uma promessa de futuro melhor. De mais paz no mundo. De mais diálogo. De menos pretensão dos EUA de “comandar o universo”. E mesmo sendo negro em um mundo danado de preconceituoso, ele chegou lá!

E querem saber? Até eu tinha vontade de poder votar nele. Aquele sorriso. Aquela simplicidade. Suas idéias. Sua história. Ele não é mais que seu oponente, McCain. Mas ele é diferente. E nós, que antes torcíamos o nariz para as diferenças... estamos aprendendo a respeita-las!

E VIVA AS DIFERENÇAS!

Mas mudando de assunto... que imagem você passa aos outros?

Vou contar uma história que aconteceu comigo. (Jura né? Mais uma das minhas...) Mas vamos lá...

Pare e pense. Que expressão você carrega no rosto e nos gestos do seu corpo?

Estava eu, outro dia com um amigo e ele estava no MSN quando cheguei. Ele falava com uma amiga e quando me viu, digitou:

- Fulana, espera aí que a Michele chegou.

Eu estava em frente à tela do computador quando vi a resposta da guria:

- A Michele? Aquela antipática que fica lá num canto da piscina da AGA, lendo livros sem falar com ninguém?

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Estava jantando em uma outra oportunidade com uma amiga, e estávamos rindo e nos divertindo, cochichando, sei lá... Um senhor que não mora aqui e que estava me olhando de forma suspeita, chegou ao meu lado e sussurrou...

- Que cara de safada!

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Estava eu verificando as mensagens do meu Orkut, quando recebo um depoimento que elogiava as fotos dos meus cachorrinhos, e de forma gentil dizia que eu estava bonita. Eu respondi agradecendo e começamos a conversar, como amigos... Foi quando ele me escreveu dizendo que mesmo me conhecendo pouco, disse que eu tenho uma energia boa, uma luz, que contagia.

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Na rua, me encontrei com uma leitora, a mãe da Dra. Melissa. Ela me abraçou e conversamos. Depois desse encontro, a Melissa veio até a Rádio gravar e comentou comigo que a mãe dela tinha me achado tristonha, séria, talvez preocupada. Que eu andava passando essa impressão pela rua.

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Vocês perceberam que dependendo da pessoa que me analisou, fui de antipática, para tarada depravada engolidora de velhinhos, passando por bela e iluminada e encerrando o repertório de impressões como triste e preocupada? Eu posso não ser nada disso. Ou até um pouco de tudo isso. Mas, além do que sou de verdade, que impressões eu passo? Que meu olhar passa? Meu corpo passa? Meu sorriso passa? Minha seriedade passa?

É neste ponto que quero chegar!! Além do que somos, também transmitimos algo aos outros o tempo todo. Juntando as partes, penso que deva sorrir mais, mas ser menos escandalosa. Ser séria, mas não ser carrancuda. Procurar ser bela, mais em atitudes, além das aparências. E procurar brilhar, para iluminar os lugares onde estiver....

Peça para as pessoas descreverem como vêem você. E procure se corrigir e evoluir. Podemos propor uma troca:

Você me escreve, falando de mim, e eu respondo, falando de você. É uma forma de conhecermos melhor aos outros e a nós mesmos!

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