Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 24 de março de 2009


POBRE É O ÓOOO!



Pobre é o cão! Pobre é triste! Vamos combinar né... Não adianta a gente se esforçar, disfarçar... a pobreza bate à nossa porta! Para identificar um pobre farofeiro, basta observar as atitudes de pobre (vai me dizer que você nunca fez isso... me engana que eu gosto...):

Pilha na geladeira! Diz-se de colocar a pilha na geladeira a técnica muito utilizada pelos ralados de tentar recarregar uma pilha pelo frio. Pensando bem, certamente este fato procede, uma vez que sabemos que o Papai Noel, que mora no Pólo Norte, onde é frio pra caramba utiliza apenas pilhas em sua árvore de Natal e estas permanecem ligadas o ano inteiro.
Gummy liberado! Não estou me referindo àqueles ursinhos da TV. O Gummy em questão é uma bebida que é uma mistura de vodka da pior e tang. É uma birita muito popular em festas de universitários, uma vez que, com raríssimas exceções, são todos zerados de grana (é verdade, universitário vive duro).
Guardar na geladeira as sobras que ninguém come! Pobre que é pobre guarda tudo que sobra em potes "teipouer". Aquele resto de feijão, aquele ensopadinho de Deus sabe o quê, aquela água que você usou pra cozinhar legumes... Ninguém nunca vai comer essas porcarias, mas o bom é que dá pra estudar biologia. Fazendo cultura de bactérias, salmonelas e coliformes fecais dentro da geladeira!
Comprar sapato com numero maior para o filho e dizer:"ele tá crescendo"... Sim, isso é uma boa idéia. E ele pode até trabalhar na TV! Substituindo o Bozo! (Gente, eu bem me lembro dos tênis enoormes...)
Grudar o sabonete velho que está acabando no novo que acabou de abrir... Nessa operação os pentelhos da turma toda participam, né?
Dar roupas dos filhos mais velhos para os mais novos usarem: Quando a roupa chega ao quarto filho, já está tão surrada e sebenta que o pirralho pode se candidatar a figurante da peça "Os Miseráveis" de Victor Hugo. (hahaha e pior: eu ganhava as roupas das primas!!!)
Enrolar papel higiênico pra fazer absorvente! Argh! Além de pobre você é porca... Se a coisa já não fica das mais chiques com absorventes, imagine como não fica usando papel higiênico? Que nojo! ( vai dizer que na hora do desespero o papel higiênico não serve?rsrsrsrsrs)
Acessar a internet depois da meia noite! É um clássico da pobreza... O cara fica a noite toda navegando, não dorme e no dia seguinte não consegue trabalhar direito. Aí é despedido do emprego e fica mais ralado ainda...
Marmita! É o top do top da pobreza! A coitada da mulher acorda as 5 da madruga pra fazer o marmitão do marido... Angú com carne moída. Chega meio-dia tá tudo azedo! Mas o pior mesmo são aquelas metidas a madames que dizem: "É só uma saladinha. Tô de dieta". Dieta é o caramba! Tu é pooooooobre mesmo!
Ir para o trabalho de bicicleta e dizer que é só para manter a forma! É pobre, mas é fashion. E é de ecologicamente correto. Nem dá muita bandeira de pobreza. Ficar suado e fedendo não é um problema relevante...
Sandália Havaiana! Meu amigo, presta atenção: só pode passear no shopping de sandália havaiana quem é rico. É fashion! Já o pobre passeando de havaiana é mulambento.
Espremer espinha! Imagina só a cena: Sexta à noite, você duro, sem um puto no bolso. Na varanda da casa da namorada e ela espremendo as espinhas das suas costas. Além de pobre é nojento. Depois infecciona tudo e vira pereba.
Contratipo! Comprar "das colega" um perfuminho vagabundo "Contem 1g" ou "Cazo" de 5 merrecas e dizer que é francês...
Confessa vai... Apesar de toda a boa pinta, quem nunca fez uma dessas? E que atire a primeira pedra quem nunca comeu melancia na beira do rio carreiro?? E depois não pulou dentro d’água de bucho bem cheio?
Eu só me lembro do meu pai gritando:
- Guria! Sai logo da água, antes que tu tenha uma “congestão”!!!!

“Nóis” é pobre mas se diverte!

Mas... mudando de assunto...
Escrevi há um tempo atrás nesta coluna que não gostava de quem, sem nos conhecer, nos colocava rótulos. Fulana é burra. Beltrano é incompetente. E assim por diante.
Mas assistindo a uma palestra de auto ajuda, de oratória, pude perceber que na verdade, a única coisa que pode realmente influenciar no modo como agimos, são os rótulos e as crenças que nós mesmos nos colocamos ou absorvemos.

Odeio Auto-Ajuda: pra falar a verdade detesto obras e palestras de auto-ajuda. Mas não é que elas ajudam? Se você deixar de acreditar que existem fórmulas mágicas para a felicidade e se concentrar em buscar caminhos que levem a uma vida melhor, vai perceber que a ajuda de profissionais e livros vai valer a pena. Outro dia, um palestrante falou algo muito interessante que eu repasso para vocês, com minhas palavras...

Somos aquilo que acreditamos ser... Por exemplo: quando eu era mais nova, na escola, era tão tímida que mal conseguia responder uma pergunta diante dos colegas. Nunca me candidatava a nenhuma resposta voluntária, apresentação, homenagem aos pais, etc. Minha melhor amiga se inscreveu para o vestibular de Jornalismo, e eu, indecisa, peguei carona com ela e fiz também. Já cursando a faculdade, nos trabalhos práticos, recebia elogios pela minha voz, dicção, texto... e passei a acreditar:
SOU UMA BOA JORNALISTA. À partir daí, com este rótulo de bom profissional, passei a deixar o medo de lado e aceitei todos os desafios que vieram pela frente. Quando me lembro de ter estado em frente a milhares de pessoas apresentando o Grupo Nenhum de Nós, em um big palco na Praça em 2003, pensei: - Posso falar para uma platéia de uma pessoa. Como também posso falar para uma platéia de um milhão de pessoas. Sou boa nisso.

Por outro lado... sempre tive muito medo de dirigir. Tentei aprender algumas vezes, e as pessoas diziam: Nossa tu não tem senso de espaço. Aí... durante um tempo em que estive sozinha, fui obrigada a dirigir. Comprei um carro bem pequeno (afinal não tenho noção de espaço)... e lá fui eu para a Auto-Escola. Sim queridos, como todos nós, tenho habilidade para dirigir. Aprendi tudo. Normas, leis, como estacionar, como entrar na garagem, etc. Fiz carteira. Lá em casa, meus irmãos diziam:- Que perigo!
Meus amigos riam: - Comprou a carteira aonde?
E lá vem o rótulo. SOU PÉSSIMA MOTORISTA. NÃO TENHO NOÇÃO DE ESPAÇO.
Resumindo: quando voltei a namorar, me joguei nas cordas. Deixei de dirigir. Deixei de praticar. Deixei de desejar ser uma boa motorista. Deixei de acreditar que podia.

Aí eu pergunto: porque sou boa jornalista e uma motorista ruim, se tenho habilidades para as duas coisas? E pior: a primeira precisa talento, a segunda só precisa técnica. Técnica é prática... é só praticar! Mas eu não consigo... Porque eu ME ROTULEI.

E como você é assim também. Você é bom de português. Ruim de matemática. Você é ótima cozinheira. Você é péssima cozinheira. Você é ótima em oratória. Você não sabe falar em público.

Pelo amor de Deus! Vamos parar de colocar em nós mesmos rótulos que nos impedem de agir, de mudar, de conquistar. Esqueça os ditos populares. Esqueça as CRENÇAS bloqueadoras. Porque você se torna aquilo que acredita.

Você conhece o ditado?
“Se for para fazer, faça bem feito”? Pois o tal palestrante apresentou um mais interessante:
“Tente até fazer bem feito”. Ninguém nasce sabendo. Para aprender a caminhar, não levamos muitos tombos? Não pagamos muitos micos? E hoje não o fazemos de forma perfeita? Então! Possuímos as habilidades. Precisamos perder o medo de nos expor.

Já ouviu o ditado?
“Não se mexe em time que está ganhando?”. Pois se não se mexe em time que está ganhando, vamos esperar para mudar quando? Quando estivermos perdendo? Aí... pode ser tarde demais!

Pense nisso e repita para você mesmo:
“Eu POSSO mudar o que eu quiser, QUANDO eu quiser!”. Nunca é cedo demais ou tarde demais para mudar para melhor!

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