Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 21 de março de 2009



No balanço das ondas...


Oi meus amores! Vou falar sério com vocês hoje...

Tem um pensamento que diz que é impossível ao mesmo tempo viver a calmaria dos portos, e as emoções do mar aberto.

Em minha vida, conheci muitas pessoas que se deixaram arrastar mar adentro pelas paixões. Paixões arrebatadores, uma após a outra, não só por outras pessoas, mas por atividades, por esportes, por novidades.

Aliás... quem nunca se deixou levar por uma paixão?

Aqueles que optaram por navegar um pouco e ancorar seu navio no porto do amor, com certeza foram aqueles que ao longo do tempo construíram uma vida tranqüila, alicerçada na brisa suave da felicidade... e não no furacão de uma forte emoção.

A escolha é nossa. Ancorar. Ou navegar.

Recebi um e-mail essa semana. Que me deixou meio amedrontada com as coisas que vemos por aí. Fico pensando se acontecesse comigo, ou em minha casa por exemplo...

Mas não vou deixar minha opinião. Leia, e tire suas próprias conclusões.

É preciso coragem para saber que cada escolha é uma renúncia. E que a vida toda passaremos escolhendo e renunciando... E que lá pelas tantas, nossas escolhas e renúncias envolvem a vida de outras pessoas, por isso, não podemos ser irresponsáveis ou levianos.

“Oi Michele. Sou leitora da sua coluna e acho que você sempre tem algumas histórias produtivos pra contar, mesmo que muitas vezes em forma de piadas. Sou uma mulher de 46 anos. Tenho dois filhos, um estuda ainda e outro está trabalhando.

Nunca coloquei silicone, fiz plástica, ginástica. Não sei quanto custa uma aplicação de botox e o mais perto que cheguei de um cirurgião plástico foi a distância entre mim e a tela da TV.

Estudei e fui professora até os vinte e poucos anos, mas depois que meu marido começou a ganhar um pouco mais de dinheiro, resolvemos em conjunto que era melhor eu cuidar das crianças e da casa. Sabe Michele, concordo quanto tu diz que uma mulher precisa evoluir, ter uma profissão. Sou inteligente, mas meu investimento foi minha família. Minha profissão é a de mãe, companheira, amiga.

Estava tudo bem em casa. Até que meu marido anunciou que queria a separação. Bom, resumo do espetáculo: fui trocada por uma menina de 22 anos. Ele tem 47, e daqui há dez, terá 57, quase 60... para uma mulher com pouco mais de 30.

Só resolvi desabafar, não porque fui trocada, ou porque sou preconceituosa com relação a diferença de idade. Mas porque, por aí... virou moda trocar o certo pelo duvidoso, e virou moda virar as costas para toda uma vida, com a desculpa de “vou ser feliz”. Se tivéssemos uma vida infeliz, até justificaria minha separação, mas nunca tive indícios de infelicidade por parte do meu marido. Só acho que homens, e mulheres, estão embarcando na canoa furada da busca da juventude sugando a juventude dos outros, se vendo jovens nos olhos dos outros, e deixando pra trás valores muito mais importantes como o amor, a família e a experiência de vida. Eles vão acabar frustrados. E sozinhos. Elas, se não souberem aproveitar, e não sabem... vão acabar vivendo bem, enquanto o corpo lhes servir bem... depois, se transformarão em mais uma mulher desvalorizada e infeliz, porque nunca soube valorizar o essencial da vida: o amor, a cumplicidade, a família e os valores que deveriam ainda hoje ser preservados pela nossa sociedade, e são mostrados como caretas e ultrapassados.”

À pessoa que me mandou esse e-mail, só posso dizer uma coisa:

Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.

Jamais deixe que uma queda, seja qual seja, impeça você de continuar a jornada única que é SUA vida. Independente de quantas pessoas amarmos, ou tivermos ao nosso lado... nascemos sós, morremos sós e precisamos FAZER VALER A PENA a jornada.

Um beijo no teu coração, e todos nós sabemos que às vezes, fecham-se portas, abrem-se janelas. E se uma oportunidade nova não bater... é porque está na hora de construir uma porta. E depois abri-la para o novo!

Conheço a Lei do Retorno. E às vezes as desilusões são as que mais nos ensinam a viver. Cabeça erguida, bola pra frente. O tempo é o melhor remédio.

Quanto aos valores... é verdade. Estamos perdendo alguns valores essenciais para a nossa felicidade, justamente quando estamos “buscando” a tal felicidade. Estamos virando pessoas deslumbradas e VAZIAS.

E tem mais:

Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras. (Shakespeare)

Mas... mudando de assunto:

Gente, se você nascesse na próxima encarnação um animal... qual você seria??? Um lindo pássaro? Um peixe a desbravar o imenso mundo no oceano? Um leão, o rei das selvas na África? Bom eu queria ser um PORCO. Sim um PORCO. Mil vezes um POOOOOOOOOOOOORCO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Curiosidades científicas

- Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café. (Não parece valer a pena.)

- Se você peidar constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica. (Agora sim!)

- O orgasmo de um PORCO dura 30 minutos.

- Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça, até morrer de fome. (Ainda não consegui esquecer o porco.)

-A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol. (Trinta minutos...que porco sortudo! Dá pra imaginar?)

-Alguns leões se acasalam até 50 vezes em um dia. (Ainda prefiro ser um porco...qualidade é melhor que quantidade!)

- As borboletas sentem o gosto com os pés. (Isso eu sempre quis saber)

-O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro. (Conheço gente assim...)

- Estrelas-do-mar não tem cérebro. (Conheço gente assim também)

-Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer. (Tá... mas e o PORCO???)

Não gente, toda essa cultura quem me mandou por e-mail foi a Jô... e chefe a gente não desgrada... né... por isso publiquei! Na verdade queria publicar um texto de Marx, ou de Freud, de Kafka... mas essa história do porco... mexeu comigo! Hahahaha

Beijos meu porco... ops... quer dizer... meu povo!


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