Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 21 de março de 2009

Que solidão... que nada! Eu preciso é ser amada... eu preciso é ser feliz!!!


Como vocês estão se sentindo? Foi uma semana boa? Pensamentos positivos desfilaram por sua cabeça?
Você está feliz?

Pergunto isso, porque estávamos realizando uma matéria sobre suicídio e me chamou atenção, que aqui em Guaporé, temos muitos casos de suicídio. Não é nada alarmante, mas se você parar e tentar lembrar, vai recordar de jovens, homens, mulheres e até idosos que tiraram suas próprias vidas.

É necessário muita coragem para tentar (e conseguir) se suicidar. Ou seria preciso muito medo? Medo da vida, medo de enfrentar os problemas?

Em uma matéria jornalística, via as fotos, acho que há um ano ou dois atrás, de uma menina muito linda aqui da cidade que se enforcou na porta do quarto. Parece incrível que ela tenha conseguido aquela façanha. Mas conseguiu. Quem quer se matar, de verdade, sempre encontra como.

Mas acho que a pior coisa para os familiares, amigos, amores de alguém que comete o suicídio é o sentimento de impotência perante aquele ato. Sempre nos perguntamos: será que não poderíamos ter ajudado? Será que não poderíamos ter evitado?

Vai saber...

Mas ganhei do Eduardo um recorte de Jornal com uma coluna do David Coimbra, da Zero Hora. Esse homem é o máximo! Como escreve bem! Então, vou repassar para vocês o conteúdo da coluna...



“A Solidão Humana”
“... Existem sites que organizam suicídios coletivos. Lá no Japão, isso. Agora mesmo, três dias atrás, sete japoneses combinaram pela Internet de se matar juntos. Nem se conheciam, eles. Mas na hora marcada, pontualmente, como autênticos japoneses, os sete se encontraram, se acomodaram num carro, vedaram as saídas de ar e acenderam fogareiros a carvão. Morreram em silêncio. Sem ar e sem remorsos.
Pactos semelhantes tem se repetido muito no arquipélago do Sol Nascente. Japonês se matando não é novidade- judaísmo, cristianismo e muçulmanismo é que não admitem suicídio. O budismo o tolera. O que causa espanto é a necessidade de companhia para se matar. Quer dizer: a morte não assusta essas pessoas. A solidão sim.
A solidão é capaz de enlouquecer. Em meados do século 19, a Grã-Bretanha construiu Pentoville, uma penitenciária que era chamada “A Prisão do Silêncio”. Não sem motivos. A Pentoville tinha tudo que na época era considerado moderno em métodos carcerários. As celas eram limpas, algo espaçosas e relativamente confortáveis. Mas por 18 meses, os prisioneiros estavam proibidos de falar. Não havia contato com outros detentos e nem mesmo com os guardas eles podiam conversar. No passeio diário pelo pátio, os apenados eram obrigados a usar máscaras de pano e andar em círculos sem jamais ganir um ai, sob vigilância estrita dos policiais. Os resultados foram macabros: o número de suicídios em Pentoville se tornou 10 vezes maior do que em outras regiões da Inglaterra e muitos dos que saíram da cadeia perdiam a razão irremediavelmente.
Nada atemoriza mais o homem do que a solidão. O ser humano passa a vida tentando se aproximar de outros seres humanos, tentando ser amado ou admirado pelos outros seres humanos. Passa a vida tentando evitar a solidão. Para evita-la, aceita até a antinatural monogamia, homizia-se no casamento, inventa o amor. De nada adianta. A solidão é invencível. Mas, se souber conviver com ela, o homem se liberta. Aí está a única forma real de liberdade: a tranqüila e até prazerosa aceitação da solidão. Só o homem serenamente solitário vive em paz e pode até morrer em paz, compartilhando alegremente sua solidão com a eterna solidão da humanidade.”

Lindo isso né gente? E verdadeiro!!! Por isso tenho buscado muito mesmo me fazer companhia. Me agüentar, sentir prazer em estar comigo mesma.

Pra quem não sabe... moro sozinha. Eu e minha cachorra. Mas meu namorado está sempre comigo. E atravessando o terreno, atrás do meu prédio, dou de cara com mamãe. Moro sozinha, mas não sou sozinha. Mas preciso aprender a curtir mais os momentos só meus. E na contra-mão, também preciso aprender a aproveitar mais meus amigos e pessoas que convivem comigo.

Já fui muito mais fechada. Não tinha muitos amigos. Saia pouco sozinha de casa. Dependia do meu namorado pra tudo.

Hoje, quando ele me vê saindo com minhas amigas, ele já vai logo dizendo...

“Lá vai a bodegueira...”

Ele se refere a “bodeguear” o hábito que temos de nos reunir no Clube feito machos e beber cerveja preta, toda a sexta feira. É nossa confraria.

É tão divertido! Rimos muito, e alto. Falamos de todo mundo ( de repente até de você que está me lendo hehehe, mas nada grave não...). Fofoqueamos o tempo todo. Até fizemos amizade com o pessoal da sacada do clube e agora passamos até a entender melhor o comportamento masculino.

O que quero dizer com isso, é que ter um bom grupo de amigos, abrir portas e janelas da casa e do coração para atividades prazerosas e sem grandes pretensões culturais, é tão BOMMMMMM!

Nos enche de vida! De alegria! E por isso eu digo:
Não dê bola para quem julga suas atitudes, seus comportamentos. Seja feliz! Conheça pessoas, faça amigos, mesmo que sejam eles os mais estranhos... os mais malucos.

Porque... como diz a música...

“Se tem bigodes de foca, nariz de tamanduá... parece meio estranho... mas se é amigo de fato, a gente deixa como ele está!”

Tenha muitos amigos. Faça de seu amor um amigo. Faça de seu pai um amigo. De seu irmão um amigo. E você verá que uma alegria divida é multiplicada em dois, e uma tristeza compartilhada, também é dividida e diminuída! Assim, mesmo só, você nunca estará só. Porque tem a si mesmo e na dúvida, tem aos demais!

E viva a VIDA!!!!

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