Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 21 de março de 2009

"Você deve ser a mudança que você deseja ver no mundo."


Vou dizer que andei fazendo uma limpeza nas minhas idéias nessa semana. Limpando o “cérebro e o coração”. Doando sentimentos bons, excluindo os ruins. Mandando embora do meu pensamento pessoas que não me faziam bem. Que não me queriam bem. Estou “mudando”. Por isso deixo a frase e conto uma história:

"Você deve ser a mudança que você deseja ver no mundo."
( Mahatma Gandhi )

Outro dia... estávamos comentando sobre como está difícil manter um padrão de vida legal hoje em dia. Tudo muito caro, salário que sobe pouco, roupas caríssimas, milhares de despesas extras que insistem em aparecer todo o mês.

O Duda, na rádio, brincando me disse que estava afim de comprar uma terra no interior e iria viver como antigamente: sem luz, telefone, carro, conta em banco. Iria plantar, colher, acordar e dormir com as galinhas.

Queria voltar ao princípio de tudo para ver se na simplicidade consistia a tranqüilidade.

Fiquei pensando seriamente se conseguiríamos viver como no tempo dos nossos avós. Falando sério, é ÓBVIO que não!

Porque nós fomos apresentados a um mundo tão colorido que não conseguimos mais voltar atrás.

Mas não falo SÓ das futilidades do consumismo. Falo do conhecimento. Somos uma geração “pensante”. Somos questionadores, inventores, inovadores, insatisfeitos porque sabemos que “SER” e “TER” são verbos conjugados no infinito: sempre podemos ser melhores, sempre podemos ter mais. Por isso nossa insatisfação.

QUEM MANDOU ESTUDAR???

É isso que diria Platão. A ignorância ( e porque não a burrice...) nos faz conformados. Acomodados.

Não pensem que sou um gênio, uma filósofa, uma estudiosa que lê Platão todos os dias. Mas tem uma Parábola de Platão que gostaria de contar para vocês! Depois me digam se não concordam com ele:

Nessa parábola, Platão compara o estado da alma quando tem educação e quando não a tem.

Ele imagina uma caverna subterrânea com uma grande entrada aberta para a luz e uns homens que estão lá dentro desde pequenos, amarrados pelas pernas e pelo pescoço de tal forma que tenham que permanecer imóveis e olhar somente para frente.

Às suas costas, existe um corredor por onde passam pessoas carregando objetos, conversando ou em silêncio.

O que os prisioneiros vêem são as sombras projetadas na parede da caverna. Para eles, a verdade, literalmente, nada mais seria do que as sombras dos objetos. Não seriam prisioneiros comuns, seriam pessoas privadas da realidade que todo o resto conhecia.

Assim, compara Platão, todos nós vivemos alheios à realidade, vivemos em uma caverna mal iluminada pela luz da inteligência e do conhecimento e só se vêem sombras da ignorância e do preconceito.

E o que aconteceria ao prisioneiro daquela realidade de sombras se escapasse de suas amarras e deixasse a caverna das ilusões?

Ao caminhar para a luz, por estar acostumado à escuridão, sua vista ficaria ofuscada e com dores.

Ao ver os objetos reais, não identificaria de pronto as sombras que via.

Com o tempo, acostumaria seus olhos à luz e passaria a ver a real forma dos objetos que conhecia apenas pela sombra.

O nosso prisioneiro iria se considerar afortunado por conhecer a realidade dos objetos e seres que conhecia apenas pelas sombras e sentiria profundo pesar por aqueles seus companheiros que permaneceram na caverna.

Se fosse obrigado a voltar, certamente, demoraria a adaptar- se àquela realidade. Seus antigos companheiros não entenderiam sobre as incríveis descrições do mundo real. Julgariam-no um louco. E creriam que ir para fora da caverna seria uma grande insanidade.

Para Platão, a caverna-prisão é o mundo que das coisas visíveis que conhecemos.

A saída da caverna é equivalente a entrar no mundo inteligível, no mundo das idéias, do conhecimento. Platão nos mostra a importância de educar-se e desenvolver- se, para viver bem consigo e com os outros. Portanto, tudo o que a sociedade nos apresenta como tradicional, certo, imutável, pode e deve ser questionado.

Quando saímos da mesmice, quando nos questionamos, quando MUDAMOS, damos mais cores à nossa vida. Nos sentimos mais felizes, porém, menos conformados.

É fácil viver a vida inteira na caverna.

Mas eu, particularmente, preferi sair dela. E você? De que lado está?

"Tudo muda quando você muda."
( Jim Rohn )

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